CES 2026

O Sinal em meio ao Ruído: O “Real” vs. o Hype da IA na CES 2026

Bom, acabei de sair do primeiro dia de imersão aqui na CES 2026 e, se eu tivesse que resumir o pavilhão principal em uma frase, seria: é incrível como tentam colar o selo de “IA” em absolutamente tudo.

Definitivamente, virou moda. Você pega um produto com um conjunto de regras simples, chama de Inteligência Artificial e tenta atrair os holofotes. Mas, se você olhar com atenção, filtrando esse ruído de marketing, encontra coisas que são, sem exagero, surreais.

O que realmente me chamou a atenção não foi a IA generativa criando textos ou imagens, mas a IA vestível — a inteligência que você “veste” e que entende o seu contexto físico e mental.

O destaque para mim até agora? A nova geração de óculos inteligentes, especificamente o que a TDK está mostrando. Esqueça aquela ideia de ter apenas uma “tela de smartphone” flutuando na frente do olho. Estamos falando de equipamentos que olham para você e por você.

Eles rastreiam o movimento dos seus olhos com uma precisão assustadora; sabem exatamente em qual parte de uma placa você focou para traduzir apenas aquele trecho. E mais: ele monitora tudo o que acontece no ambiente externo, inclusive nas suas costas. O trânsito é apenas um exemplo — ele entende todo o cenário onde sua atenção não está e te avisa de qualquer perigo, usando sensores nas hastes traseiras. Isso sim é utilidade real.

Mas a conversa ficou profunda — literalmente — quando entramos na saúde mental.

Vi uma pulseira (e o próprio óculos da TDK também entra nessa seara) que vai muito além de medir batimentos cardíacos. Esses dispositivos estão cruzando dados biométricos com o seu comportamento de consumo de conteúdo e até o tom da sua voz. A promessa? Identificar “bolhas” de comportamento que indicam tendências bipolares, depressão profunda, burnout ou o que chamaram de “compulsões introdutórias”.

Imagine um dispositivo que não só sabe que você está ansioso, mas que pode intervir com micro-ações (como pequenos estímulos físicos) para quebrar um ciclo de compulsão, ou, em casos extremos de risco de suicídio, acionar contatos de emergência automaticamente.

O mais interessante — e surpreendente — foi ver a postura da FDA. Eles não estão ali para barrar a inovação com burocracia excessiva, mas parecem genuinamente empenhados em criar uma regulação que permita que esses produtos cheguem ao mercado de forma segura e escalável. Eles querem homologar o que é bom, garantindo que essa tecnologia chegue a quem precisa.

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